A manifestação de dor aguda e transitória na cavidade bucal ao ingerir alimentos frios, quentes, ácidos ou doces é uma queixa frequente nos consultórios odontológicos. Conhecido clinicamente como hipersensibilidade dentinária, esse desconforto atua como um indicador direto de que as estruturas protetoras dos dentes sofreram alguma forma de desgaste ou deslocamento. No Centro do Rio de Janeiro, o diagnóstico assertivo desse quadro clínico é essencial para conter o avanço do dano tecidual e restabelecer a normalidade funcional da mastigação sem o risco de evolução para patologias pulpares mais complexas.

Para compreender a dinâmica da sensibilidade, é necessário analisar a anatomia do elemento dentário. A porção visível do dente é recoberta pelo esmalte, uma camada mineralizada altamente resistente e desprovida de terminações nervosas. Logo abaixo do esmalte encontra-se a dentina, um tissue poroso composto por milhares de microcanais preenchidos por fluido, denominados túbulos dentinários. Esses túbulos fazem a ligação direta entre o ambiente externo da boca e o complexo neuromuscular interno, conhecido como polpa dentária. Quando o esmalte sofre desgaste ou a gengiva sofre retração, a dentina fica exposta, permitindo que variações térmicas e químicas movimentem o fluido interno dos túbulos e estimulem diretamente os nervos, gerando a sensação de choque.

Fatores Desencadeantes da Exposição Dentinária:

  • Retração Gengival Progressiva: Deslocamento da margem da gengiva em direção à raiz do dente, desprotegendo o cemento e a dentina radicular.
  • Trauma Mecânico por Oclusão: Impacto incorreto e forças excessivas geradas pelo desalinhamento da mordida, provocando lesões na base do dente.
  • Abrasão por Escovação Incorreta: Uso de força desproporcional ou cerdas rígidas que removem mecanicamente as camadas protetoras externas.

A Mecânica da Retração Gengival e suas Consequências

A retração gengival não é uma patologia isolada, mas sim uma resposta tecidual a diferentes agressões de ordem mecânica ou inflamatória. A raiz do dente, diferentemente da coroa, não possui a proteção do esmalte; ela é revestida por uma camada fina chamada cemento. Quando a margem gengival recua, o cemento fica exposto e se desgasta rapidamente, abrindo caminho para a exposição da dentina radicular. Essa condição, além de causar dor imediata, torna a região altamente suscetível ao desenvolvimento de cáries de raiz, que progridem de maneira rápida e destrutiva.

Uma das causas mais comuns para o recuo da gengiva é a aplicação de força excessiva durante a higienização diária. Escovas com cerdas médias ou duras, associadas a movimentos horizontais bruscos, atuam de forma abrasiva sobre o tecido gengival fino, rasgando as fibras de inserção e induzindo a retração. Outro fator crítico é a presença crônica de biofilme bacteriano calcificado (tártaro) na margem da gengiva. A resposta inflamatória do organismo para combater as bactérias provoca a reabsorção do osso alveolar e, consequentemente, a descida do tecido gengival que o acompanha.

Trauma Oclusal e Lesões Cervicais Não Cariosas

Muitas vezes, a exposição da dentina e a consequente sensibilidade extrema ocorrem sem que haja a presença de cáries. Esse fenômeno está diretamente ligado ao trauma oclusal, que se caracteriza pelo impacto inadequado e desbalanceado entre os dentes superiores e inferiores durante as funções de mastigação e deglutição. Quando um dente recebe uma carga de força maior do que sua estrutura é capaz de suportar devido a um desalinhamento na arcada, ele sofre microflexões na região do colo (perto da gengiva).

Essas microflexões constantes rompem as ligações dos prismas de esmalte na região cervical do dente, gerando uma perda de estrutura conhecida como abfração. O dente passa a apresentar uma fenda ou degrau na base, expondo diretamente a dentina e acelerando o processo de retração da gengiva vizinha. Nesses casos, apenas tratar a sensibilidade com cremes dentais não resolve o problema, pois a causa mecânica (o impacto incorreto da mordida) continua ativa, exigindo um reajuste oclusal clínico em consultório para redistribuir as forças da mastigação.

Abordagens Clínicas e Soluções Definitivas

O tratamento da Hipersensibilidade Dentinária e Retração Gengival na Odonto Loureiro segue um protocolo rigoroso focado na eliminação das causas e na proteção das estruturas expostas. Inicialmente, realizam-se terapias de dessensibilização em consultório com a aplicação de vernizes fluoretados e agentes químicos específicos que atuam selando fisicamente a entrada dos túbulos dentinários, bloqueando a passagem dos estímulos térmicos até a polpa do dente.

Nos casos em que houve perda de estrutura dental (como nas abfrações e abrasões severas), realizam-se restaurações em resina composta de micropartículas. Essas restaurações preenchem o degrau cervical, devolvem o contorno anatômico correto ao dente e isolam permanentemente a dentina do ambiente bucal. Paralelamente, se o quadro for decorrente de trauma mecânico, o cirurgião-dentista executa o desgaste seletivo e o balanceamento da oclusão, garantindo que todos os dentes dividam a carga mastigatória de forma perfeitamente equilibrada e segura.

Tratamento de Sensibilidade e Retração Gengival

Proteja a estrutura interna dos seus dentes, neutralize o desgaste do esmalte e recupere o conforto total durante a mastigação.

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